A casa estava silenciosa.
Pela primeira vez em muitos anos, Helena não sentia medo do silêncio.
Não havia gritos.
Não havia tensão.
Não havia a necessidade de medir palavras ou esconder lágrimas.
Havia apenas paz.
Depois que Blenda e Théo foram embora, Augusto ajudou Helena a tomar os medicamentos e insistiu para que ela se acomodasse no sofá da sala enquanto ele organizava a cozinha.
— Você não precisa fazer isso — ela disse pela terceira vez.
Augusto colocou a última xícara na pia e s