A luz da manhã entrou pelas cortinas devagar, dourada e mansa, como se o dia soubesse que precisava chegar com cuidado.
Dandara despertou primeiro, mas não abriu os olhos de imediato. Preferiu sentir. O calor. O braço dele em volta da sua cintura. O peito firme encostado às suas costas. A respiração tranquila roçando sua nuca.
E, por um instante, ela apenas ficou ali.
Como se qualquer movimento pudesse quebrar algo bonito.
Mas não era frágil. Era real.
Ela virou o rosto devagar. Bernardo a