O relógio marcava sete horas da noite quando a campainha da mansão dos Montalvão tocou.
Maria Clara ainda estava terminando de colocar os brincos quando Marta entrou discretamente em seu quarto.
Parou na porta.
Sorriu.
A filha usava um vestido azul-marinho de comprimento midi, delicado e elegante.
Os cabelos caíam em ondas suaves sobre os ombros.
A maquiagem era leve.
Ela estava linda.
Mas o que mais chamava atenção era o sorriso nervoso.
— Ele chegou? — perguntou Maria Clara.
Marta riu.
— Cheg