Alguns dias se passaram.
E, pela primeira vez desde que tudo começou… o silêncio não me assustou.
Ele me confundiu.
Porque, no hospital, silêncio é raro.
Sempre tem um monitor apitando, uma maca passando, alguém chamando, alguém correndo, alguém precisando.
Mas não era esse tipo de silêncio.
Era o outro.
O silêncio de não ouvir batidas na minha porta no meio da madrugada.
De não ter homens sangrando na minha sala.
De não precisar esconder instrumentos médicos na minha cozinha.
De não precisar m