Capítulo 46 — O Selo Quebrado
Os olhos abaixo da água não piscavam.
Eles apenas observavam.
Imensos.
Antigos.
Como se o tempo inteiro do mundo tivesse sido acumulado naquele olhar.
O salão de Atlântida tremia com força agora, e cada vibração fazia as colunas ao redor rangerem como se fossem quebrar a qualquer momento. A água subia lentamente pelo chão, mas não era uma inundação comum — era algo consciente, algo que escolhia onde tocar.
E escolheu a mim primeiro.
— Belero! Sai daí! — Jack gritou