HENRIQUE
A raiva queimava dentro de mim de uma forma que eu não conseguia controlar. Alberto havia ameaçado minha filha. Sofia, minha pequena menina, agora estava no centro dessa guerra que eu nunca quis que ela visse. Eu olhava para Clara, seus olhos inchados de lágrimas, o medo estampado em cada traço de seu rosto, e algo dentro de mim se partiu.
— Isso foi longe demais, Clara, — disse, a voz baixa, mas carregada de ódio. — Ele passou dos limites. Agora, vou acabar com isso.
— O que você vai