A porta fechou atrás dele.
Por um segundo, ninguém se moveu.
O quarto estava iluminado apenas pela luz indireta do abajur perto da cama. A cidade brilhava do lado de fora da janela, distante, irrelevante. Ali dentro, o ar parecia mais quente.
Ele ainda estava a poucos passos da porta.
Eu estava no centro do quarto.
Entre nós, silêncio.
Ele tirou o paletó devagar, sem desviar o olhar de mim. Dobrou sobre a poltrona com precisão automática. Depois soltou os botões do punho da camisa, como quem re