CAPÍTULO 22

A casa parecia maior à noite, não no sentido físico. Era o silêncio que se espalhava pelos corredores como se estivesse ocupando espaços que antes eram dele.

O lado da cama de Eduard permanecia intocado. O travesseiro sem marcas, o lençol esticado.

Já passava da meia-noite.

Meu telefone estava sobre o criado-mudo, a tela escura, mas ainda quente, como se tivesse se cansado de ser tocado por dedos ansiosos.

Liguei de novo.

Chamando.

Chamando.

Até cair na caixa postal.

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