A casa parecia maior à noite, não no sentido físico. Era o silêncio que se espalhava pelos corredores como se estivesse ocupando espaços que antes eram dele.
O lado da cama de Eduard permanecia intocado. O travesseiro sem marcas, o lençol esticado.
Já passava da meia-noite.
Meu telefone estava sobre o criado-mudo, a tela escura, mas ainda quente, como se tivesse se cansado de ser tocado por dedos ansiosos.
Liguei de novo.
Chamando.
Chamando.
Até cair na caixa postal.
Nenhuma mensagem.
Nenhuma