O lobby estava iluminado demais para o que eu sentia.
Luzes quentes, conversas sobrepostas, o barulho baixo de copos e passos. Pessoas chegando, saindo, vivendo. Ajustei a postura antes mesmo de vê-lo — um reflexo automático.
Adrian já estava ali.
Encostado a poucos passos do bar, o paletó escuro impecável, uma mão no bolso, a outra segurando o celular. Levantou o olhar no instante em que me aproximei, como se tivesse calculado o tempo exato.
O olhar dele desceu um centímetro além do necessário