Bianca Fagundes
Ver minha filha desesperada, sem aceitar o que acontece com a cobra que a gerou, parte meu coração. Pego-a no colo, enquanto Edu nos envolve num abraço, tentando nos proteger de tudo. O choro da Helena é baixinho, seus olhinhos estão fechados. Meu noivo me ajuda a levantar, pega-a de mim e a segura com cuidado.
— Vamos, querida. Daqui a pouco estaremos em casa. Lá ela vai dormir melhor do que aqui no sereno. — Olho para o rosto da minha filha, sua expressão vai ficando mais suave