Cleide Muniz
Quando volto, Henrique está ajudando Augusto a se deitar.
— Ele é bonitão, hein, dona Cleide? Pelo amor de Deus, não façam barulho e estraguem minha inocência. — O safado sai correndo quando jogo a escova de cabelo nele, acertando o abajur.
— Vem deitar, Cleide — Augusto diz, já largado na cama.
— Vou tomar um banho. Pode dormir aí. — Vou para o banheiro e deixo a porta entreaberta.
Tiro a roupa e ligo o chuveiro bem gelado para espantar o álcool. Encosto a testa no azulejo e deixo