Ele ia sair. Ia simplesmente me chamar de idiota e ir embora, empurrando aquela cadeira como se estivesse acima de qualquer contestação.
Só que o que fica pra trás não é o insulto. É a sensação incômoda, grudenta, de que ele sabe alguma coisa que eu não sei, de que tem uma parte do cenário que eu não estou enxergando, e, por mais que eu esteja de saco cheio dele, eu não quero, nem por um segundo, correr o risco de fazer algo que acabe prejudicando a Ana.
“Espera”, solto, a palavra saindo mais u