Ponto de vista: Lira
Eu fui atrás de Ofélia com o diário de minha mãe debaixo do braço, a página arrancada ocupando espaço demais na minha cabeça e uma disposição muito pequena para aceitar outra conversa em que alguém olhasse para mim com pena antes de explicar que existiam coisas que eu ainda não estava pronta para saber.
Depois de passar metade da vida ouvindo pessoas decidirem o que era melhor esconder de mim, minha tolerância para segredos protetores tinha desenvolvido uma tendência bastan