A mansão dos Santos não mudou.
Continua imponente. Intocável.
Como se o tempo tivesse passado ao redor dela, mas nunca dentro.
O carro parou diante da entrada principal, e por alguns segundos Ricardo permaneceu imóvel no banco traseiro, observando a fachada através do vidro.
Anos.
Fazia anos que ele não pisava ali.
Anos desde que virou as costas para tudo aquilo sem arrependimento algum.
Na época, parecia uma escolha simples.
Hoje…
Era apenas inevitável voltar.
— Senhor, chegamos.
A voz do moto