Clara não abriu.
A mão permaneceu sobre a maçaneta, gelada, imóvel, enquanto a campainha tocava mais uma vez.
Do outro lado da porta, o homem não dizia nada.
Era isso que tornava tudo pior.
Um desconhecido insistente, parado diante da casa, sem chamar pelo nome, sem explicar o motivo, sem pressa de ir embora.
Ricardinho apareceu no corredor com os olhos arregalados.
— Mãe, quem é?
Clara virou o rosto devagar, tentando controlar a respiração.
— Eu mandei você ir para o quarto.
— Mas...
— Agora,