JULIA
A tarde caía sobre as oliveiras, pintando o céu de um laranja profundo. Adrián me pediu para acompanhá-lo até o limite da propriedade, onde o pomar se transformava em mata fechada. Ele dizia que precisava verificar os sensores de movimento, mas o jeito que ele segurou minha mão para me ajudar a pular o riacho dizia outra coisa.
— Você está muito silenciosa hoje, Julia — ele disse, parando sob a sombra de uma árvore centenária.
— Estou pensando na Elena. E na Vittoria. Duas irmãs, dois b