ELENA MORETTI
Eu me sentia como um animal de exposição. O vestido de seda vermelha era tão fino que parecia não existir, e as joias pesavam como correntes reais no meu pescoço. Eu estava em pé em um pequeno palanque circular, ao lado de Vittoria.
Lá embaixo, homens de terno escuro, membros da alta cúpula da Camorra e empresários corruptos, nos olhavam com olhos famintos, como se estivéssemos em um cardápio.
— Um milhão de euros! — a voz de Vincenzo ecoou, batendo o martelo de ouro na mesa.