ELENA MORETTI
A viagem da mansão até o hospital foi um borrão de luzes de sirene e dor aguda. Eu estava deitada na ambulância particular, apertando a mão do Alistair com tanta força que tive medo de quebrar os dedos do velho.
— Ele não vem, Alistair... ele não vai chegar — eu soluçava, o suor encharcando meus cabelos, grudando na testa.
— Ele está vindo, Elena. O jato já entrou no espaço aéreo americano. Respira, minha filha, respira por esse bebê! — Alistair tentava me acalmar, mas eu via o