:ELENA MORETTI
Olhei para o homem jogado no chão, cercado por garrafas vazias e pelo cheiro da derrota. O Julian que eu amava estava ali, em algum lugar sob aquela barba por fazer e as feridas nos nós dos dedos. Mas eu não ia resgatá-lo com carinhos agora. Ele precisava de um choque de realidade.
— Eu não vim aqui para te buscar pelo braço, Julian — eu disse, minha voz ecoando nas paredes de concreto do loft. — E não vou ter essa conversa em um lugar que cheira a autopiedade.
Ele levantou o ros