Helena Evelyn
O ar neste porão é uma massa sólida de podridão. Respiro com dificuldade, lutando contra o cheiro de urina e fezes que emana do balde no canto da jaula. É uma existência deplorável, algo que nem o pior dos animais merece. Marcela não quer apenas o dinheiro do Nathan; ela quer me desumanizar, quer que eu me sinta o lixo que ela acredita que eu sou.
Mas ela cometeu um erro: o ódio mantém-me lúcida.
Sinto o meu corpo definhar. O colchão velho e gelado consome o que resta do meu calor