Henrique estava no meio de uma discussão técnica sobre um habeas corpus quando o celular vibrou sobre a mesa.
Era início de tarde. Por volta de duas e vinte. A luz atravessava as persianas do escritório em linhas diagonais, iluminando parcialmente a mesa de madeira escura e os papéis espalhados. Arthur falava sem parar sobre uma estratégia processual, gesticulando com a caneta como se estivesse defendendo o caso ali mesmo, na sala.
— Se a gente conseguir desqualificar a testemunha principal, o