Laura vinha pisando firme na areia quente, equilibrando três cocos gelados nas mãos e um sorriso despreocupado no rosto. Aqueles dez segundos em que ela caminhava até nós pareceram durar uma eternidade. O pânico paralisou meus pulmões. As mãos de Henrique continuavam espalmadas nas minhas costas, o creme hidratante deslizando pela pele quente enquanto o calor do peito dele queimava perto demais das minhas omoplatas.
— Henrique... solta — implorei num sopro sem ar, cravando os dedos na canga par