Aproveitei o segundo em que Laura fechou os olhos e descansou a cabeça no meu ombro para pegar o celular sobre a bancada ao lado. Com movimentos milimetricamente calculados, enquadrei a tela e tirei uma foto discreta da minha amiga, mostrando apenas o topo de sua cabeça e o ambiente da minha sala.
Abri a conversa secreta com Henrique e enviei a imagem. Em seguida, com os dedos trêmulos e a respiração presa na garganta, digitei a mensagem:
"A Laura está aqui no meu apartamento. Ela ouviu uma