A pegada de Henrique no meu pulso era firme, mas não forte o suficiente para me machucar — era um lembrete físico da autoridade e da presença sufocante dele. O calor da sua mão parecia atravessar a minha pele e se espalhar por todas as minhas veias, me paralisando por completo.
— Me solta, Henrique — murmurei, tentando manter a voz firme, embora meus olhos estivessem cravados nos dele, denunciando o tremor da minha respiração. — A Laura pode voltar a qualquer segundo.
— E mesmo assim, você nã