A luz cinzenta da manhã invadia a sala de jantar através das grandes janelas de vidro. O cheiro de café recém-passado e pão fresco deveria ser aconchegante, mas para mim parecia o cenário de um interrogatório. Eu mal tinha conseguido pregar os olhos durante a noite. Cada vez que fechava as pálpebras, sentia as mãos de Henrique na minha pele e ouvia a voz de Laura no corredor.
Eu estava sentada à mesa, vestindo um moletom largo e calça jeans, tentando parecer o mais invisível possível. Laura es