LAURA
O silêncio do quarto de hotel me acolheu como um velho amigo cansado. Joguei a bolsa sobre a poltrona, tirei os sapatos e fui direto ao espelho do banheiro.
Os olhos denunciavam: noites mal dormidas, café demais, tensão demais.
Mas ainda assim… havia algo ali. Um brilho discreto de satisfação.
Eu tinha vencido. Meu primeiro caso.
Peguei o celular, mas não havia quem eu quisesse contar. Tinha a Bárbara, mas ela era boca livre de mais. Capaz de contar pro Vicent na primeiras dozes de bebid