Foi quando Wagner se aproximou.
Com aquele jeito de sempre, potente, intrigante e malicioso.
— Vai me desejar sorte?
ele perguntou com aquele sorriso enviesado, a mão ajeitando a lapela do paletó como quem já esperava vencer.
Ergui os olhos lentamente, controlando cada milímetro da minha expressão.
— Sorte é pra quem não se preparou.
respondi, seca, mas polida.
— E a gente fez isso.
Ele riu, se inclinando só um pouco, como se pudesse me ler. Mas ninguém mais podia.
Não agor