LAURA:
Estava do lado de fora da sala, tentando parecer normal pra Bárbara, quando a porta se abriu de repente.
O som seco do trinco fez meu corpo reagir antes mesmo que eu o visse.
Era o Landon. O rosto dele estava carregado, maxilar travado, como se segurasse o mundo inteiro dentro do peito.
Ele passou por nós sem sequer olhar. Mas eu senti. O ódio. O desgosto. A raiva. Tudo num só olhar que ele não me deu, mas que queimou como se tivesse.
— Pelo visto... as coisas estão pretas entre pai e filho.
Bárbara comentou, cruzando os braços, com um meio sorriso.
— Pois é...
murmurei, meio sem saber o que dizer, tentando esconder o incômodo que aquilo me causava.
Ela me observou por alguns segundos em silêncio, como se estudasse meus traços, minhas reações. E então, com um tom leve, quase animado, disse:
— Vem cá... não quer ir no bar do Solares comigo mais tarde? Uma amiga desmarcou e... eu não queria ir sozinha.
Virei o rosto em direção à porta do Vicent, hesitante. Aquela