— Que horas são?
— Sete e dez. Marquei a consulta pras oito, achei que daria tempo de você despertar.
Assenti, bebi um gole. Era o mesmo café de sempre. Sem açúcar, leite na borda. Do jeito que eu gostava.
Caralho... como se nada tivesse mudado.
— Tá bom?
ela perguntou, fixando o olhar em mim.
Só acenei.
Ela bebeu também, sem tirar os olhos.
— Quer comer algo? Eu tenho aquele bolo que você adora, lembra? Eu fiz ontem e...
— Hellen... para.
Ela congelou.
— Não faz isso com