— Quer gritar?
perguntei, sério.
— Agora é sua vez.
Ela negou com o rosto tenso.
Não precisava de palavras, tudo nela queimava, estava claro. Saia por seus poros, nos seu lábio superior que tremia.
Uma fúria que devastaria tudo...
Isso eu nem precisava apostar
Ela cuspiu as palavras como um raio: afiadas, rápidas, cortando o pouco de ar que ainda restava naquela sala pesada.
— Então é isso?
A voz dela tremia, não de fragilidade, mas de fúria.
— Meu pai era um sádico, mas