Pov André
Do alto da janela da casa paroquial, eu observava o mundo exterior através de uma névoa de negação. O sol de Ponte Negra batia implacável sobre o asfalto, mas nada na natureza brilhava com a mesma intensidade que os cabelos de Angeline. Enquanto ela descia as escadas em direção ao carro onde Daniele a esperava, aqueles fios ruivos pareciam irradiar um brilho próprio, uma luz que eu, em minha miséria, preferi atribuir ao reflexo solar. Ninguém deveria ser capaz de irradiar tamanha vid