Parte 59...
Silvia
Augusto apareceu na minha sala tão logo eu o chamei. Como sempre.
Discreto, caro e com cara de homem que escondia cadáveres em contratos há décadas. Nem me dei ao trabalho de levantar da poltrona. Continuei olhando os jardins pela parede de vidro enquanto ele fechava a porta atrás de si.
— Aconteceu alguma coisa, senhora Sílvia?
— Ainda não. — suspirei e cruzei as pernas. Peguei a xícara de café devagar. — Mas vai acontecer.
Ele soltou um suspiro baixo antes de abrir a pasta