Saio do consultório a passos firmes, mas não há mais lágrimas no meu rosto. Há apenas o aço escovado de um homem que descobriu que viveu uma farsa de quatro anos. Entro na caminhonete preta com uma força que faz a lataria vibrar. Bato a porta e encaro o reflexo do motorista pelo retrovisor.
— Vamos, Felipe... Vamos voltar para a mansão agora mesmo — ordeno, a minha voz saindo num tom que faz o motorista engolir em seco. — Eu tenho algo muito urgente para esclarecer com a minha esposa.
O meu