A SOBERBA
BETTINA
O silêncio do meu quarto na mansão de Palermo é quebrado pelo toque estridente e insistente do meu celular em cima da mesa de cabeceira. O visor brilha com o nome de Matteo Trovato. Sinto uma pontada de ansiedade morder o meu estômago. Eu ainda estava com o corpo trêmulo, o suor frio colando a camisola de seda na pele após o inferno de paranoia que a minha mãe e aquelas reportagens sobre o tráfico na internet haviam deixado na minha mente. Acomodo-me entre as almofadas, respir