O ORGULHO
GIORGIO
O telefone celular na minha mão parece pesar uma tonelada. A ligação vinda da clínica particular de Palermo, com a voz embargada e ensaiada de Bettina me dando a notícia de que o nosso filho havia nascido sem vida — um natimorto cremado às pressas devido a protocolos médicos fictícios —, estraçalha o resto de sanidade que eu vinha tentando manter. Sinto o meu corpo vacilar no meio da biblioteca. O mundo gira. O impacto da perda de um filho, mesmo que gerado em um casamento fal