O ARREPENDIMENTO
GIORGIO
Cruzo o umbral do meu quarto com os passos pesados de quem carrega o mundo nas costas. Fecho a porta de madeira maciça atrás de mim, trancando o som do resto da mansão do lado de fora, e caminho lentamente em direção à imensa janela de vidro que dá para as terras da nossa fazenda.
A noite siciliana já cobriu toda a propriedade com o seu manto escuro e denso. As lâmpadas de poste dispostas pelos caminhos iluminam apenas uma fração muito pequena dos nossos olivais ma