**Maria Silva**
Eu saí do hospital tão rápido, com medo que eles me seguissem. As flores, que ainda segurava nas mãos, já não tinham o mesmo impacto de antes. Eu tentava caminhar rápido, evitar chamar atenção, mas as vozes idiotas que vinham da rua eram inevitáveis. “Hoje tem!”, “Olha ela toda feliz, vai namorar hoje.” Eu só conseguia pensar no quão patético era ouvir aquelas bobagens quando, na verdade, minha vida estava desmoronando.
"Bando de idiotas", resmunguei baixinho, acelerando o passo