Há uma lei não escrita nas casas com crianças que diz que os sábados de manhã pertencem ao caos. Não ao caos destrutivo, ao caos bom, ao caos de vozes sobrepostas e cheiros de pequeno-almoço e alguém a correr no corredor com meias no chão de madeira com uma velocidade que devia ser impossível para quem ainda não tem as pernas compridas. O tipo de caos que é, quando se para para ouvir de verdade, o som mais bonito que existe.
Estou na cozinha com o café, o primeiro, o sagrado, o que faço antes