“Quem não aceita perder aprende a atacar nos sonhos.”
Clara acordou com um grito preso na garganta.
O corpo inteiro se projetou para frente, o ar entrou nos pulmões de forma errada, curta, dolorida. As mãos foram direto ao ventre, num reflexo instintivo, desesperado, como se precisasse confirmar que ainda estavam ali. Que não tinha sido tarde demais.
— Não… — sussurrou, antes mesmo de entender onde estava.
O quarto estava escuro. Silencioso demais. Apenas a luz baixa do abajur no canto e o som