“Quem tenta humilhar pelo espetáculo perde para quem luta pela razão.”
Clara desceu até o térreo como quem desce uma escada interna que não deveria existir, uma escada que não constava na planta do hotel, nem na arquitetura emocional do dia, mas que surgia quando o corpo precisou sobreviver.
A cada andar que o elevador marcava, a respiração parecia mudar de lugar, descendo do peito para o estômago, do estômago para as pernas, das pernas para o silêncio.
O botão havia sido apertado por reflexo,