Mundo ficciónIniciar sesiónClara Vasconcelos
Eu abracei meu pai com cuidado, como se o gesto precisasse respeitar o que existia entre nós agora: algo mais frágil, mais honesto e, ainda assim, infinitamente mais forte.
— Obrigada — repeti, com a voz baixa. — De verdade.
William não respondeu de imediato. Apenas levou a mão até o meu ventre, tocando o lugar com cuidado, como se estivesse pedindo permissão. Os dedos quentes repousaram ali por alguns segundos, cheios de uma ternura que me fez arder por dentro.
— Eu amo você — ele disse, firme. — E vou proteger vocês dois. Custe o que custar.
Senti o nó na garganta. Não porque duvidasse daquela promessa,







