O domingo amanheceu com um ritmo diferente. A eletricidade das sessões no quarto branco deu lugar a uma calmaria doméstica e, por parte de Alex, a uma imersão profunda no trabalho. O CEO implacável estava de volta, alternando entre ligações rápidas e o monitoramento de dados da AgroCore.
Enquanto tomávamos um suco de laranja no balcão da cozinha, ele olhou para mim de um jeito sério, mas sem a rigidez de antes.
— Clara, no próximo final de semana, precisaremos viajar — ele disse, com o olhar fixo no horizonte de Santa Branca. — Vamos para a fazenda da minha família. Meu pai é um homem de costumes antigos e ele tem andado preocupado com a minha "solidão" na cidade. Quero que ele veja que estou acompanhado.
— A fazenda? — Senti um frio na barriga. Conhecer a origem dele tornava tudo mais real do que um contrato de fachada deveria ser. — Tudo bem. Vou organizar minha agenda de obras.
— É um lugar reservado, Clara. Eu não