JADE
Fernanda tinha dito que voltava em cinco minutos.
Já tinham passado mais de vinte.
Jade estava sentada numa das cadeiras de plástico laranja, com a bolsa no colo e o celular na mão, olhando a porta do corredor como se ela fosse decidir alguma coisa por ela.
Não mexia o pé. Não roía unha. Não olhava o relógio toda hora.
Só ficava ali, reta demais, com o maxilar travado e a sensação de que a cabeça estava dividida em duas opções que davam medo do mesmo jeito.
Cooperar com Fernanda.
Ou segura