A porta bateu.
O eco ainda parecia vibrar nas paredes quando o silêncio tomou conta da casa.
Lenice ficou parada no meio da sala, os braços cruzados, o queixo erguido como se tivesse vencido uma batalha.
— Eu sabia que isso ia acontecer — murmurou, ajeitando o cabelo atrás da orelha. — Sempre foi problema. Desde pequena.
Paulo soltou um riso seco do sofá.
— Problema nada… sempre foi oportunidade mal aproveitada.
Lenice virou o rosto devagar para ele.
O clima na casa não era de luto. Não era de