Ponto de vista: Pamela
O dia no escritório foi um exercício de fingimento.
Os projetos estavam abertos na minha mesa, as plantas espalhadas, as anotações coloridas. Mas os números dançavam. As linhas se embaralhavam. Cada vez que eu tentava me concentrar, a imagem de Lucas na porta — pálido, os olhos cheios de dor — voltava com força.
"Você mentiu para mim, Pamela. Por anos."
A caneta escorregou da minha mão.
— Chefe? — Marina apareceu na porta, o cabelo rosa preso num coque frouxo. Ela me olho