Ponto de vista de Pamela
O toque foi um choque.
Não elétrico. Não metafórico. Um choque físico, como se a pele dele tivesse uma temperatura diferente da minha, como se nossos corpos estivessem falando uma língua que nossas bocas tinham esquecido.
Lucas sentiu. Eu vi nos olhos dele. A pupila dilatou. A mandíbula relaxou. Por um segundo, o homem de gelo foi de verdade.
Ele me puxou para o centro da pista.
As pessoas abriram espaço. Os holofotes nos encontraram. A orquestra começou a tocar.
E entã