O amanhecer no Solar dos Alencastro, no Douro, trouxe um silêncio pesado, como se as próprias paredes antigas aguardassem a decisão que pairava no ar desde a noite anterior.
Álvaro não dormira muito.
Quando o primeiro raio de sol atravessou as janelas altas do corredor principal, ele já estava vestido, parado diante da varanda que dava para os vinhedos. O Douro se estendia ao longe, coberto por uma névoa suave.
Maria Clara aproximou-se em silêncio.
— Você já decidiu, não foi? — perguntou com su