Maria Clara entendeu.
— Se quiser, posso ensinar algumas músicas novas. — disse ela, com um leve sorriso.
Helena abriu um sorriso contido e assentiu.
O conde olhou direto para Maria Clara deixando claro que aquilo o desagradava.
— Música não deve ser prioridade — disse ele. — Ambos precisam de disciplina, não de distrações sentimentais.
Maria Clara manteve a postura calma.
— Música não é distração, senhor — respondeu, com leve firmeza. — É uma forma de educação emocional. E isso é tão necessário quanto qualquer disciplina.
Um silêncio incômodo caiu. Helena arregalou os olhos. Thomas mesmo pequeno percebeu tensão ali.
Ninguém ousava contradizer o conde.
Ninguém.
Álvaro pousou lentamente os talheres, encarando-a.
— Então, segundo a senhorita Duarte, eu estou conduzindo a educação dos meus filhos de maneira… inadequada?
Maria Clara sentiu o coração acelerar, mas não recuou.
— Segundo a minha experiência com crianças, senhor… — respondeu suavemente — elas respondem melhor ao afeto do qu