Álvaro caminhava de um lado a outro do jardim, atento a qualquer som que quebrasse o silêncio da noite. As luzes do solar já haviam sido apagadas, e apenas o luar e a iluminação tênue iluminava os caminhos de pedra e as copas das árvores antigas. O ar estava frio.
Ela já deveria ter vindo.
Parou e respirou fundo e levou a mão ao bolso do casaco. Maria Clara nunca se atrasava. O pensamento lhe trouxe um incômodo súbito, uma inquietação que não soube explicar.
— Está tudo bem… — murmurou para si