* Marcos
Na segunda feira, a gente chegou junto, como sempre. Mas dessa vez, quando passamos pela catraca, meu polegar roçou de leve nas costas da mão dela. Lívia não puxou embora. Só olhou de lado e deu aquele sorrisinho pequeno que já estava me destruindo por dentro. No elevador de serviço ficamos em silêncio, mas o corpo dela estava mais perto do meu do que o necessário. O ar entre a gente ainda carregava a noite no sofá.
Eu desci no subsolo. Ela subiu pro 8º.
Menos de duas horas depois